domingo, 20 de outubro de 2013

O Monge e o Executivo

Assunto: Liderança

Café Filosófico:

A leitura do livro O Monge e o Executivo é muito enriquecedora para a vida profissional de todo  professor, pois em sala de aula somos verdadeiros líderes e precisamos desempenhar essa função com excelência.
Acredito que propor a leitura do mesmo para alunos (as) do Curso Normal e de Pedagogia é uma boa opção, não só nesses cursos, mas para todos aqueles que exercem ou exercerão, após sua formação papeis de liderança.
Mas pensando que não só em nossas profissões, mas também em nossa casa como pais, mães, avós, tios, amigos, enfim, em diversos momentos somos líderes, sugiro a leitura do livro a todas as pessoas.
          O professor, assim como a professora Glênia Macedo, pode sugerir que ao final da leitura do livro os alunos façam um  Café Filosófico, como aconteceu com nós do Curso Normal, onde todos coloquem o que aprenderam e entenderam da leitura e assim ampliar ainda mais seu conhecimento a respeito de liderança






Resumo do livro:

James C. Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo teve a ideia de escrevê-lo, pois em suas viagens constantemente o perguntavam: “O que é exatamente uma liderança servidora?”.
No Brasil o autor acredita que o sucesso de seu livro está atrelado a insatisfação dos brasileiros para com seus líderes e com seu livro torce para que o leitor se empenhe e tome sua responsabilidade tornando-se assim um líder melhor.
O livro relata a história de John Daily, gerente-geral de uma grande indústria, aparentemente bem sucedido nos negócios, mas que começa a ter problemas em várias áreas de sua vida, inclusive a pessoal. Sendo assim sua esposa Rachel insiste para que ele participe de um retiro espiritual para organizar sua vida. Convencido ele se distancia de tudo e todos e vai para um mosteiro onde permanece por uma semana.
O grupo ao qual John passou a pertencer é formado por líderes que assim como ele estavam tendo problemas. Ao todo seis pessoas participaram do retiro. O ex-executivo Len Hoffman que havia desaparecido do mundo dos negócios havia um bom tempo e que agora era um frade, com o nome de Simeão, iria ministrar as aulas daquela semana para a equipe.
No capítulo um, As Definições, o autor comenta sobre a definição de liderança, poder e autoridade, apontando a diferença entre o conceito dessas duas últimas palavras. A partir dessa reflexão em grupo, nota-se o perfil dos personagens a partir de suas falas.  Percebe-se com a leitura que um bom líder deve agir com o grupo utilizando autoridade, sendo essa uma habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que se deseja. O poder, sendo a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer o que se deseja por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer, não deve ser postura de um líder, visto que um grupo liderado com poder normalmente entra em colapso, os componentes ficam desmotivados e com isso não desempenham seu papel de maneira satisfatória o que atinge negativamente todo o processo.
No capítulo dois, O Velho Paradigma, foi discutido sobre o conceito de paradigma que são simples padrões psicológicos. No quadro Simeão listou velhos e novos paradigmas e instigou o grupo a refletir sobre a utilização desses, tendo vista, que com a entrada do novo milênio é necessário uma mudança de pensamento, pois existem alguns paradigmas que se tornaram inadequados para os dias atuais devido à evolução do mundo.  Em seguida o frade colocou no quadro duas pirâmides uma com o modelo do velho e outra com o modelo do novo paradigma, que deveria existir, onde o líder iria desempenhar seu papel de servidor atendendo as necessidades de seus liderados, com isso os clientes também teriam as suas carências sanadas o que os deixariam satisfeitos com o serviço e daria um retorno muito positivo à empresa. Começa a se falar em relação às necessidades das pessoas as quais o líder deve está atento e satisfazendo-as.  Porém em meio a essa discussão surge à dúvida entre como se diferenciar necessidade de vontade, sendo assim conceitua-se vontade como um anseio onde não há consideração das consequências físicas ou psicológicas daquilo que se deseja Já a necessidade é uma exigência física ou psicológica para o bem-estar do ser humano. Em meio a esse contexto o grupo percebe que quando os níveis de necessidades básicas da pessoa são atendidos ela torna-se motivada e trabalha com entusiasmo, dessa forma o grupo passa a ter um relacionamento mais acolhedor e saudável.
No capítulo três, O Modelo, o significado de liderança dado no primeiro capítulo que seria: “liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir os objetivos identificados como sendo para o bem comum”, volta para roda de discussão, mas dessa vez Simeão pergunta ao grupo qual seria o maior líder de todos os tempos e a resposta imediata foi, Jesus Cristo. Simeão complementa falando da liderança exercida por Jesus baseada em sua autoridade e não no poder, até porque Ele não o possuía, e comenta sobre a afirmação de Cristo dizendo que liderar é servir. Depois da fala do frade o grupo seguiu citando o nome de diversos líderes históricos que também usaram apenas a influência e foram mundialmente conhecidos e seguidos. Neste capítulo é proposto um modelo de liderança que começa com a vontade para se escolher amar e quem ama precisa servir e até mesmo se sacrificar pelos outros e com isso passa a exercer autoridade e influência sobre estes, ganhando então o direito de ser chamado de líder.
No quarto capítulo, O Verbo, durante uma conversa entre John e Simeão, John conta sobre seus sonhos recorrentes onde ouvia: “Encontre Simeão e ouça-o!” e então começam a falar de religião. Para Simeão todos são religiosos e possuem uma crença a respeito de origem, natureza e finalidade do universo. Ele considera a religião como um mapa, um paradigma onde através da crença o indivíduo encontra as respostas para as difíceis questões existenciais. O frade diz ainda que tudo na vida se relaciona verticalmente, com Deus e horizontalmente, com o próximo. O tópico daquele dia foi o amor e assim discutiram dos vários tipos existentes de amor, dentre eles o agápe, que os gregos descreviam como sendo um amor incondicional relacionado com o comportamento com o outro, sem exigir reciprocidade ou algo em troca. É o amor da escolha e não o sentimento do amor. Em seguida é feito um paradoxo entre autoridade e liderança. Posteriormente é definida e apresentada cada qualidade do amor agápe, sendo elas: paciência, bondade, humildade, respeito, abnegação, perdão, honestidade e compromisso. Para que uma pessoa seja boa líder é necessário ter esses sentimentos e para isso precisa se colocar a serviço dos outros e se sacrificar, tudo isso não é fácil, mas quando alguém se propõe a ser líder assim deve proceder.
No capítulo cinco, O Ambiente, o assunto abordado é a importância de criar um ambiente saudável para as pessoas crescerem e terem sucesso e para isso Simeão utiliza a metáfora de plantar um jardim, mostrando como é importante criar um ambiente saudável que favoreça o crescimento da planta, sendo preciso que no local do plantio tenha sol, seja feita a preparação do solo, rega e tornar o ambiente livre de pragas. É necessário que o líder faça o papel do jardineiro, sendo seus liderados comparados ao jardim. Cabe ao líder criar um ambiente propício que provoque um questionamento que leve as pessoas a se analisarem para poder fazer suas escolhas, mudar e crescer, mas é preciso calma e compromisso para colher os frutos.
No sexto capítulo, A Escolha, fala sobre a responsabilidade e as escolhas, sendo que a própria liderança é uma escolha que deve ser encarada com responsabilidade. É abordada ainda a necessidade de se ter cuidado com o determinismo, que significa que para cada efeito ou evento, físico ou mental, há uma causa. E comenta que o determinismo tem dado à nossa sociedade todas as desculpas para os maus comportamentos, evitando assim assumir a responsabilidade adequada por seus atos. Dentro desse contexto o determinismo ambiental, permite que o funcionário culpe seu chefe pela má qualidade de sua vida profissional e o seu mau comportamento no trabalho. Por fim é discutido sobre a influência genética e do ambiente na vida das pessoas, com isso Simeão dá um exemplo dizendo que mesmo irmãos gêmeos univitelinos criados por uma mesma família e uma casa em comum são diferentes, até porque cada um fará as suas escolhas.
No sétimo e último capítulo do livro, A Recompensa, comenta sobre a recompensa daquele que exerce liderança, é falado sobre o esforço que um líder precisa fazer como: se colocar a serviço, amar, prestar atenção, etc e que isso faz com que o ele estabeleça influência sobre seu liderado. Então se discute sobre a liderança embasada na autoridade que tem como recompensa a alegria. Surge então a dúvida de qual seria a diferença entre alegria e felicidade. Simeão explica que a felicidade está baseada em acontecimentos, já a alegria é um sentimento muito mais profundo, que não depende de circunstâncias externas.
Epílogo, nesse momento chega ao final o retiro e com a despedida todos ficam emocionados. Um dos participantes sugere que dentro de seis meses o grupo volte a se reunir e outro se oferece para ser secretário do grupo garantindo que manteria todos informados da data e local desta reunião. John então vai para o estacionamento com suas malas feitas esperar sua esposa. Ele então avista Simeão e vai agradecê-lo pela semana que o proporcionou grande aprendizado e se emociona muito. Sua esposa chega e eles partem para casa.


3 comentários:

  1. Este trabalho realizado foi muito importante para o desenvolvimento da nossa capacidade em liderar. O professor precisa ter uma liderança carismática para inspirar confiança aos seus alunos mas acima de tudo precisa motivar. Seu trabalho neste café filosófico demonstra bem isso, parabéns!

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  2. Para liderar é preciso estar disposto a servir,aprendemos muito com a leitura desse livro.Parabéns pelo seu blog

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  3. Momento prazeroso! Esse livro nos faz refletir!
    Parabéns pelo blog.

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