Assunto: Liderança
Café Filosófico:
A leitura do livro O Monge e o Executivo é muito enriquecedora para a vida profissional de todo professor, pois em sala de aula somos verdadeiros líderes e precisamos desempenhar essa função com excelência.
Acredito que propor a leitura do mesmo para alunos (as) do Curso Normal e de Pedagogia é uma boa opção, não só nesses cursos, mas para todos aqueles que exercem ou exercerão, após sua formação papeis de liderança.
Mas pensando que não só em nossas profissões, mas também em nossa casa como pais, mães, avós, tios, amigos, enfim, em diversos momentos somos líderes, sugiro a leitura do livro a todas as pessoas.
O professor, assim como a professora Glênia Macedo, pode sugerir que ao final da leitura do livro os alunos façam um Café Filosófico, como aconteceu com nós do Curso Normal, onde todos coloquem o que aprenderam e entenderam da leitura e assim ampliar ainda mais seu conhecimento a respeito de liderança
Resumo do livro:
James C. Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo teve a
ideia de escrevê-lo, pois em suas viagens constantemente o perguntavam: “O que
é exatamente uma liderança servidora?”.
No Brasil o autor acredita que o sucesso de seu livro está
atrelado a insatisfação dos brasileiros para com seus líderes e com seu livro
torce para que o leitor se empenhe e tome sua responsabilidade tornando-se
assim um líder melhor.
O livro relata a história de John Daily, gerente-geral de uma
grande indústria, aparentemente bem sucedido nos negócios, mas que começa a ter
problemas em várias áreas de sua vida, inclusive a pessoal. Sendo assim sua
esposa Rachel insiste para que ele participe de um retiro espiritual para
organizar sua vida. Convencido ele se distancia de tudo e todos e vai para um
mosteiro onde permanece por uma semana.
O grupo ao qual John passou a pertencer é formado por líderes
que assim como ele estavam tendo problemas. Ao todo seis pessoas participaram
do retiro. O ex-executivo Len Hoffman que havia desaparecido do mundo dos
negócios havia um bom tempo e que agora era um frade, com o nome de Simeão,
iria ministrar as aulas daquela semana para a equipe.
No capítulo um, As Definições, o autor comenta sobre a definição
de liderança, poder e autoridade, apontando a diferença entre o conceito dessas
duas últimas palavras. A partir dessa reflexão em grupo, nota-se o perfil dos
personagens a partir de suas falas.
Percebe-se com a leitura que um bom líder deve agir com o grupo
utilizando autoridade, sendo essa uma habilidade de levar as pessoas a fazerem
de boa vontade o que se deseja. O poder, sendo a faculdade de forçar ou coagir
alguém a fazer o que se deseja por causa de sua posição ou força, mesmo que a
pessoa preferisse não fazer, não deve ser postura de um líder, visto que um
grupo liderado com poder normalmente entra em colapso, os componentes ficam
desmotivados e com isso não desempenham seu papel de maneira satisfatória o que
atinge negativamente todo o processo.
No capítulo dois, O Velho Paradigma, foi discutido sobre o
conceito de paradigma que são simples padrões psicológicos. No quadro Simeão
listou velhos e novos paradigmas e instigou o grupo a refletir sobre a utilização
desses, tendo vista, que com a entrada do novo milênio é necessário uma mudança
de pensamento, pois existem alguns paradigmas que se tornaram inadequados para
os dias atuais devido à evolução do mundo. Em seguida o frade colocou no quadro duas
pirâmides uma com o modelo do velho e outra com o modelo do novo paradigma, que
deveria existir, onde o líder iria desempenhar seu papel de servidor atendendo
as necessidades de seus liderados, com isso os clientes também teriam as suas
carências sanadas o que os deixariam satisfeitos com o serviço e daria um
retorno muito positivo à empresa. Começa a se falar em relação às necessidades
das pessoas as quais o líder deve está atento e satisfazendo-as. Porém em meio a essa discussão surge à dúvida
entre como se diferenciar necessidade de vontade, sendo assim conceitua-se vontade
como um anseio onde não há consideração das consequências físicas ou
psicológicas daquilo que se deseja Já a necessidade é uma exigência física ou
psicológica para o bem-estar do ser humano. Em meio a esse contexto o grupo
percebe que quando os níveis de necessidades básicas da pessoa são atendidos
ela torna-se motivada e trabalha com entusiasmo, dessa forma o grupo passa a
ter um relacionamento mais acolhedor e saudável.
No capítulo três, O Modelo, o significado de liderança dado no
primeiro capítulo que seria: “liderança é a habilidade de influenciar pessoas
para trabalharem entusiasticamente visando atingir os objetivos identificados
como sendo para o bem comum”, volta para roda de discussão, mas dessa vez
Simeão pergunta ao grupo qual seria o maior líder de todos os tempos e a resposta
imediata foi, Jesus Cristo. Simeão complementa falando da liderança exercida
por Jesus baseada em sua autoridade e não no poder, até porque Ele não o
possuía, e comenta sobre a afirmação de Cristo dizendo que liderar é servir.
Depois da fala do frade o grupo seguiu citando o nome de diversos líderes
históricos que também usaram apenas a influência e foram mundialmente
conhecidos e seguidos. Neste capítulo é proposto um modelo de liderança que
começa com a vontade para se escolher amar e quem ama precisa servir e até
mesmo se sacrificar pelos outros e com isso passa a exercer autoridade e
influência sobre estes, ganhando então o direito de ser chamado de líder.
No quarto capítulo, O Verbo, durante uma conversa entre John e
Simeão, John conta sobre seus sonhos recorrentes onde ouvia: “Encontre Simeão e
ouça-o!” e então começam a falar de religião. Para Simeão todos são religiosos
e possuem uma crença a respeito de origem, natureza e finalidade do universo.
Ele considera a religião como um mapa, um paradigma onde através da crença o
indivíduo encontra as respostas para as difíceis questões existenciais. O frade
diz ainda que tudo na vida se relaciona verticalmente, com Deus e
horizontalmente, com o próximo. O tópico daquele dia foi o amor e assim
discutiram dos vários tipos existentes de amor, dentre eles o agápe, que os
gregos descreviam como sendo um amor incondicional relacionado com o
comportamento com o outro, sem exigir reciprocidade ou algo em troca. É o amor
da escolha e não o sentimento do amor. Em seguida é feito um paradoxo entre autoridade
e liderança. Posteriormente é definida e apresentada cada qualidade do amor
agápe, sendo elas: paciência, bondade, humildade, respeito, abnegação, perdão,
honestidade e compromisso. Para que uma pessoa seja boa líder é necessário ter
esses sentimentos e para isso precisa se colocar a serviço dos outros e se
sacrificar, tudo isso não é fácil, mas quando alguém se propõe a ser líder
assim deve proceder.
No capítulo cinco, O Ambiente, o assunto abordado é a importância
de criar um ambiente saudável para as pessoas crescerem e terem sucesso e para
isso Simeão utiliza a metáfora de plantar um jardim, mostrando como é
importante criar um ambiente saudável que favoreça o crescimento da planta,
sendo preciso que no local do plantio tenha sol, seja feita a preparação do
solo, rega e tornar o ambiente livre de pragas. É necessário que o líder faça o
papel do jardineiro, sendo seus liderados comparados ao jardim. Cabe ao líder criar
um ambiente propício que provoque um questionamento que leve as pessoas a se
analisarem para poder fazer suas escolhas, mudar e crescer, mas é preciso calma
e compromisso para colher os frutos.
No sexto capítulo, A Escolha, fala sobre a responsabilidade e as
escolhas, sendo que a própria liderança é uma escolha que deve ser encarada com
responsabilidade. É abordada ainda a necessidade de se ter cuidado com o
determinismo, que significa que para cada efeito ou evento, físico ou mental,
há uma causa. E comenta que o determinismo tem dado à nossa sociedade todas as
desculpas para os maus comportamentos, evitando assim assumir a
responsabilidade adequada por seus atos. Dentro desse contexto o determinismo
ambiental, permite que o funcionário culpe seu chefe pela má qualidade de sua
vida profissional e o seu mau comportamento no trabalho. Por fim é discutido
sobre a influência genética e do ambiente na vida das pessoas, com isso Simeão
dá um exemplo dizendo que mesmo irmãos gêmeos univitelinos criados por uma
mesma família e uma casa em comum são diferentes, até porque cada um fará as
suas escolhas.
No sétimo e último capítulo do livro, A Recompensa, comenta sobre
a recompensa daquele que exerce liderança, é falado sobre o esforço que um
líder precisa fazer como: se colocar a serviço, amar, prestar atenção, etc e
que isso faz com que o ele estabeleça influência sobre seu liderado. Então se
discute sobre a liderança embasada na autoridade que tem como recompensa a
alegria. Surge então a dúvida de qual seria a diferença entre alegria e
felicidade. Simeão explica que a felicidade está baseada em acontecimentos, já
a alegria é um sentimento muito mais profundo, que não depende de
circunstâncias externas.
Epílogo, nesse momento chega ao final o retiro e com a despedida
todos ficam emocionados. Um dos participantes sugere que dentro de seis meses o
grupo volte a se reunir e outro se oferece para ser secretário do grupo garantindo
que manteria todos informados da data e local desta reunião. John então vai
para o estacionamento com suas malas feitas esperar sua esposa. Ele então
avista Simeão e vai agradecê-lo pela semana que o proporcionou grande
aprendizado e se emociona muito. Sua esposa chega e eles partem para casa.





Este trabalho realizado foi muito importante para o desenvolvimento da nossa capacidade em liderar. O professor precisa ter uma liderança carismática para inspirar confiança aos seus alunos mas acima de tudo precisa motivar. Seu trabalho neste café filosófico demonstra bem isso, parabéns!
ResponderExcluirPara liderar é preciso estar disposto a servir,aprendemos muito com a leitura desse livro.Parabéns pelo seu blog
ResponderExcluirMomento prazeroso! Esse livro nos faz refletir!
ResponderExcluirParabéns pelo blog.